Blocos de Carnaval de Rua do Rio de Janeiro

Blocos de Carnaval de Rua do Rio de Janeiro

Não dá para pensar o verão sem carnaval e não dá para pensar em carnaval sem blocos de rua fazendo a alegria dos foliões. Normalmente 2 meses antes do carnaval os Blocos já estão com seus tamborins à todo vapor esquentando ainda mais o verão!

Eles surgiram no Rio de Janeiro em meados do século XIX, como o típico carnaval de rua, grupos de pessoas foliando pelas ruas durante o carnaval. No início do século XX, sob a batuta da elite cultural e da imprensa, tem início a organização da “confusão” carnavalesca. Quando foram definidas as “categorias” da folia: “sociedades carnavalescas” (as mais sofisticadas), os “ranchos” (que eram os mais sociáveis), os blocos e os cordões (considerados como carnaval descontrolado).

Como os blocos situavam-se no meio do caminho entre os louváveis ranchos e os temidos cordões, acabaram adquirindo as características de ambos e essa ambivalência serviu de inspiração para que os grupos de samba tivessem a aceitação da sociedade no final da década de 1920 e passassem a ser denominados, na década seguinte, escolas de samba.

Dentre os blocos mais importantes da história do carnaval carioca estão o Cacique de Ramos, Bafo da Onça, Banda de Ipanema e Cordão do Bola Preta.

Atualmente, centenas de blocos que desfilam antes, durante e depois do carnaval e alguns, como é o caso do Bola Preta, do Suvaco do Cristo, do Simpatia É Quase Amor, Monobloco, Bloco da Preta e o Bloco das Poderosas arrastam mais de um milhão de foliões pelas ruas da Cidade Maravilhosa.

Nos últimos anos, depois de um período de vacas magras, eles voltaram com força total, emplacaram novamente no carnaval carioca com direito a blocos infantis, blocos compostos só por mulheres, blocos gigantes como os citados no parágrafo anterior, blocos do ano inteiro como o Vem Cá Minha Flor,  Empolga às 9, Bangalafumenga…

O ar de carnaval que os blocos de rua proporcionam, mesmo bem antes da folia oficial, agita literalmente a cidade do samba. Turistas brazoocas e gringos, motivados pela esquema sol, sal e folia lotam os hotéis, pousadas e hospedarias em geral, fomentam o comércio local e injetam bastante oxigênio na economia da cidade.

O Rio é mesmo um cidade que deveria abrigar o carnaval o ano inteiro. Infelizmente os holofotes dos agentes da cultura da cidade tendem à acenderem apenas no verão quando os tamborins e repiques entram na avenida.

Infelizmente por questões políticas o que percebe-se é uma desaceleração dos blocos de rua. Em 2019 houve uma redução de quase 100 blocos, em relação ao ano anterior. Em um momento em que a arte e a cultura vivem uma franca desmoralização e desincentivo, a força e a tradição do Carnaval e dos Blocos de Carnaval de Rua pode ser uma oportunidade para voltar a dar notoriedade às maravilhas do Rio.

casaraofloresta
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