Cena Musical Carioca

Cena Musical Carioca

Você que está na estrada, buscando espaços para fazer o que mais curte e divulgar o seu trabalho, sabe que se inserir na cena carioca é um facilitador para aumentar a visibilidade mas conseguir tocar em terras cariocas não é tão simples.

Preparamos esse post para você entender melhor o porquê das bandas de fora do Rio de Janeiro são mais impactadas e as maneiras de tentar driblar as dificuldades. Continue a leitura

As principais dificuldades

Local de realização: é a parte  que os profissionais têm menos flexibilidade para manipular, pois dependem dos centros culturais e locais para apresentação, e qualquer mudança ou tentativa de personalizar o local pode custar muito caro.

Preço: Pela paridade e similaridade com preços aplicados na região, este é um ponto  com pouca influência ou autonomia do profissional. É preciso verificar o que o mercado é capaz de pagar e normalmente os frequentadores regulares esperam um preço que já estão familiarizados, então qualquer alteração no preço já conhecido deve ser feita de forma criativa.

Divulgação: Aqui, são vários componente reunidos, publicidade, propaganda e gerenciamento de várias mídias disponíveis para alcançar múltiplos públicos. Encontrar os meios de comunicação mais efetivos e criar mensagens para influenciar a decisão dos mesmos.

Produto Cultural: Cada trabalho de arte é único. Existem diversos níveis de complexidade para um produto cultural, que variam de acordo com as especificidades do produto, características do consumidor e percepções do consumidor sobre o produto cultural.

Os pontos críticos citados acima implicam na trajetória de qualquer banda, mas em se tratando do mercado carioca, onde a presença dos mega shows é muito forte e os músicos da região acabam tendo um privilégio geográfico e financeiro, para as bandas visitantes a coisa fica ainda mais complexa.

Existe, o que podemos chamar de peculiaridades no comportamento do consumidor carioca que se encaixa no perfil de consumidor cultural inovador, um tipo de consumidor que valoriza a experiência cultural ainda não está popularizada ou massificada, o que acaba dando um tom de perecividade ao mercado.

Como para este tipo de consumidor há uma percepção que a experiência cultural é mais agradável quando aquilo não se tornou uma opção de entretenimento para a massa. A banda que se interesse em tocar no Rio de Janeiro, não sendo da região, precisa conseguir equilibrar o ineditismo e a popularidade.

Não sendo da cidade os custos de um show são bem maiores e a penetração no mercado é lenta mas não é impossível. Há caminhos para driblar os obstáculos.

Faça contatos!

Muitos DJs, produtores de eventos e estações de rádio têm contas em redes sociais. Siga-os no Twitter e Facebook e veja os blogs e playlists deles. Converse! Mas lembre-se de ser razoável. O ideal é ser lembrado pela qualidade do trabalho e não pela irritação que demonstrou no quinto e-mail para o diretor musical.

O novo sempre vem!

Procure novos espaços e veja como trabalham os formatos de parceria. Normalmente, espaços novos também estão em busca de projeção local e música nova é sempre uma boa pedida. Unindo forças com espaços menores e com menos tempo de mercado as chances de destaque mútuo aumentam bastante.

Livrarias, cafés, estúdios de gravação, são espaços que podem acolher sua banda com propostas mais criativas e flexíveis.

No mundo conectado, as redes de parcerias são excelentes oportunidades para fomentar a economia criativa também no mundo da música. Nós do Floresta curtimos essa vibe! 😉

casaraofloresta
casaraofloresta@casaraofloresta.com.br
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