Falta Música Brasileira na TV

Falta Música Brasileira na TV

Você pode não saber mas existe uma lei que regulamenta a quantidade de conteúdo nacional que deve ser exibido em “espaços qualificados”. Essa lei é a 12.485 que ficou famosa como a lei da TV Paga.

A Lei 12.485 propõe remover barreiras à competição, valorizar a cultura brasileira e incentivar uma nova dinâmica para produção e circulação de conteúdos audiovisuais produzidos no Brasil, de modo que mais brasileiros tenham acesso a esses conteúdos.   

Trata-se do primeiro marco regulatório que abre o mercado a novos competidores, amplia a oferta do serviço e estimula a diminuição do preço final ao assinante. O que proporciona uma nova janela de oportunidade para o mercado fonográfico, por exemplo.

Produto Nacional Obrigatório

Os canais que exibem predominantemente filmes, séries, animação, documentários (chamados de canais de espaço qualificado) passam a ter a obrigação de dedicar 3 horas e 30 minutos semanais de seu horário nobre à veiculação de conteúdos audiovisuais brasileiros, sendo que no mínimo metade deverá ser produzida por produtora brasileira independente.

Outro dispositivo da lei estabelece que todos os pacotes oferecidos aos consumidores deverão incluir 1 canal de espaço qualificado de programadora brasileira para cada 3 canais de espaço qualificado.

Espaço aberto

O produto nacional já tem seu espaço por que não preencher com música? Sabemos que temos muito talento musical e uma das maiores reclamações do mercado é a falta de espaço. Talvez o olhar esteja um tanto míope!

Décadas depois da febre dos grandes festivais, o número de atrações específicas sobre música tem muito menos espaço nas telinhas e pouca visibilidade na programação das emissoras.

Apesar de termos um produto cultural tão rico quanto a música brasileira esse não é aproveitado como matéria-prima para produção de audiovisual para TV, o que é por si só um desperdício. E sabemos que o formato dá certo! O cinema nacional já entendeu que música também dá bilheteria.

A TV também precisa ser ocupada pela música. Sabemos que a força da internet é enorme, e que é uma plataforma mais acessível. Mas a riqueza que a música nacional pode propor é capaz germinar em qualquer veículo.

As possibilidade são inúmeras, canção, lírica, instrumental, violão, documentários, entrevistas, infantil, festivais… somos um país de dimensões continentais, portanto, de diversidade continental, de cultura, de gênero, de tudo.

Músicos de primeira linha que poderiam estar em qualquer grande palco do mundo e vivem quase que clandestinamente, no que diz respeito à divulgação do seu trabalho. Poderiam estar usando dessa “janela” legal para driblar o sufocamento provocado por uma mídia absolutamente cega e surda.

Aliando forças, produtoras e músicos nacionais independentes podem e devem investir na produção de conteúdos que sejam capazes de se estabelecerem nesse espaço reservado para conteúdo nacional nas TVs.

Entender a música como conteúdo brasileiro independente de maior valor agregado e de alta qualidade para produto audiovisual estimulará o surgimento de canais brasileiros, programados por empresas brasileiras difundido produto brasileiro.

A indústria cultural e do entretenimento tende a ganhar fôlego, gerando riquezas, atraindo divisas e aumentando a oferta de empregos de alta qualificação.

casaraofloresta
casaraofloresta@casaraofloresta.com.br
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